sexta-feira, 14 de maio de 2010

VANESSA DA MATA - UM DIA, UM ADEUS



UM DIA, UM ADEUS
Composição: Guilherme Arantes

Só você prá dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza...

Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura...

Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar...

Ah! que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais...

Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou...

Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu

sexta-feira, 19 de março de 2010

"Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer,mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos... Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é só consequência."

Albert Einstein

sábado, 13 de março de 2010

Adeus Ilha Açúcar

Sei que ao colocar o pé para fora de casa estou sujeita a qualquer tipo de acontecimento, porém não esperava que esse ocorrido estivesse na lista "coisas para tornar o seu dia mais interessante - ou não". O maior erro do dia foi dar ouvidos aos sabedores e conhecedores do mundo que dizem que a universidade será os melhores anos de sua vida, com isso em mente fui enfrentar o maravilhoso mundo da UFMG. Tudo seria muito bonito e dentro do esperado se naquela selva não estivesse os temidos veteranos famintos por carne fresca a espera dos inocentes e indefesos calouros do curso de veterinária. A esperança de encontrar a ilha açúcar do Flapjack se desmoronou ao sentir a sede por sangue vinda dos veteranos e o olhar de terror no rosto dos calouros ao redor. A alegria, para os carrascos e não para nós detentos, se resumiu em jogar todos os líquidos fétidos e asquerosos imagináveis e não imagináveis em cada corpinho trêmulo dos novos universitários. Parecia uma competição: quem consegue matar primeiro um calouro axficiado por mal cheiro, valendo! Posso dizer que, até hoje, foi a pior experiência de minha vida! Nunca me senti tão imunda, minha situação era parecida com a dos moradores do Porto Tempestade e somente o Flapjack desejaria passar por essa "aventura". As minhas roupas ficaram em um estado que nem mesmo a Ilha da Roupa Suja seria capaz de lavá-las. Após todas essas sensações desagradáveis e com o objetivo de tornar o dia mais "feliz", os sabedores e conhecedores do mundo fizeram a gentileza de me explicar - mesmo que eu não tenha pedido - que eu deveria ter xingado, brigado, socado, tirado fotos dos selvagens como prova do crime e até mesmo chamado a polícia. Me pergunto de esses sabedores e conhecedores do mundo não percebem que essas atitudes só dificultariam a minha vida acadêmica me tornando a caloura marcada pela minha revolta? Devo dizer que foi um dia lamentável, que lembrarei por muito tempo, por causa do cheiro de óleo de pastel que não sai do meu cabelo. Essa tortura serviu apenas para uma coisa: contestar a propaganda que diz "omo multiação - porque sujar faz bem!" Os responsáveis por esse mentiroso comercial não sabem o verdadeiro significado da palavra sujar, por isso penso que os marketeiros de plantão que divulgam essa calúnia deveriam passar por um trote do curso de veterinária para reavaliar conceitos.

sábado, 6 de março de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Solidão


Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio.
Solidão não é claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...
Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente do nosso lado...
Isto é circunstância.
Solidão é muito mais que isso. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma.

Solidão vista por Chico Buarque

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Amadurecimento


Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você...
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar.
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar"?
E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele"?
Como diz o meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava que era...
Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e de repente... PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva. Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... e haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira. Sem falar na diversidade que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Amadurecimento - Mário Quintana

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Adeus ano!

Mais um ano chegou, e com ele incertezas, sonhos e muita esperança.
A vida é como uma viagem de trem, nem sempre podemos ser o maquinista, mas podemos ser o mais divertido passageiro. Escolha um lugar próximo a janela e desfrute o melhor que a paisagem oferecer. Não tenha receio do caminho desconhecido e aproveite o cenário. Pegue o mapa e faça somente os planos necessários. Atente-se a cada ponto de parada, se ali uma pequena garota de olhos verdes, chamada esperança, lhe acenar, desça confiante em encontrar um novo destino. Quando chegar, se ouvir falar de um lugar mais alegre, ponha a mochila nas costas e leve para lá todos os seus sonhos. Faça uma viagem inesquecível, aproveite cada minuto que o passeio lhe oferecer e conquiste novos amigos. Alguns viajarão junto a você até a última parada, outros irão preferir outras estações, porém sempre mandarão um cartão postal. O percurso lhe reserva muitas surpresas, mas é isso que o torna tão interessante, portanto aproveite mais um ano que se acrescenta na viagem da vida fazendo com que ele seja de primeira classe.

“A coisa não está nem na partida e nem na chegada, mas na travessia..”

Guimarães Rosa

domingo, 27 de dezembro de 2009


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luís Fernando Veríssimo

sábado, 17 de outubro de 2009


"Olhar para trás, após uma longa caminhada, pode fazer perder a noção da distância que percorremos. Mas se nos detivermos em nossa imagem, quando iniciamos e ao término, certamente nos lembraremos do quanto custou chegar até o ponto final. E, hoje, temos a impressão de que tudo começou ontem. Não somos os mesmos, mas somos mais justos. Sabemos mais uns dos outros. E é por esse motivo que dizer adeus se torna complicado. Digamos, então, que nada se perderá. Pelo menos, dentro de nós..."

Guimarães Rosa

.:Felicidade se acha em horinhas de descuido...:.

.:Felicidade se acha em horinhas de descuido...:.